Alentejo

Filomena Raposo e a pouca visibilidade do Alentejo: “Os alentejanos foram dos maiores pensadores e até filósofos mesmo sem saberem ler”

Regional 23 Jan. 2020

A autora Elvense Filomena Raposo, que recentemente apresentou o seu novo livro “Invocações e Exortações dos Anjos”, questionada em relação há pouca visibilidade dos artistas no Alentejo referiu que está a par dessa realidade e a percebe.

“Os alentejanos foram dos maiores pensadores e até filósofos mesmo sem saberem ler”, a autora conta a “história do velho pastor” que se encontrava longe da vida e “reconhecidamente era um grande sabedor, sabedor do tempo, sabedor das reações, da natureza". O velho pastor que era um conhecedor da natureza, e que adquiria segundo Filomena Raposo sabedoria a partir do silêncio e do seu contacto com a natureza, “conhecia o género humano”.

“Nós os Alentejanos, somos grandes pensadores e grandes apreciadores da beleza da vida”, frisando que no Alentejo o homem está entre o céu e a terra, dizendo que não há montanhas ou rochedos, o “homem está numa ligação direta”. Na opinião da autora, quando o homem alentejano “acordar e se valorizar por isso mesmo, pelas suas características essenciais” a autora pensa que “esse véu” cairá, pois segundo a elvense, os alentejanos tem de assumir a centralidade típica do Alentejano.

Apesar da agricultura ter sofrido várias alterações, segundo a escritora, “ainda somos um homem ao lado de um chaparro entre o céu e a Terra” sendo que não existem “muitas melhores condições de existência, de vida” pois como Filomena Raposo nos conta, essas características do alentejano entregam-lhe “uma perspetiva, uma sabedoria”, a partir da sua experiência de vida para a autora estas características dão sobretudo “uma generosidade tremenda” e “um alegria muito grande”, algo possível devido à proximidade ao céu.

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