Alentejo

“Não podemos condenar o Alentejo e dizer que o Alqueva está envenenado por existirem casos em que estão a ser feitos disparates”, diz José Pedro Salema da EDIA (c/som)

Publicado em Regional 26 abril, 2019

Alqueva e todo o seu potencial têm mudado a paisagem Alentejana e potenciado culturas em regime intensivo e super-intensivo, que até então seriam totalmente impossíveis.

No entanto nos últimos tempos têm vindo a público notícias, principalmente da parte de associações ambientalistas, que Alqueva está envenenado e o Alentejo a sofrer com as consequências de culturas intensivas, como é o caso do olival e do amendoal.

Foi neste sentido que a Rádio Campanário procurou esclarecimentos junto do José Pedro Salema, presidente / CEO da Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva (EDIA).

José Pedro Salema é taxativo aos nossos microfones afirmando que “claramente que Alqueva não está ameaçado, e muito menos o projeto, ou o Alentejo ou os alentejanos”. O presidente explica que “a agricultura de regadio tem seguramente impacto, por definição é uma agricultura intensiva”, justificando que “tornou-se hábito para alguns setores da sociedade associar a palavra intensivo a venenoso, o que não passa de uma grande mentira”.

“associar intensivo a venenoso não passa de uma grande mentira”
José Pedro Salema

 

O presidente da EDIA reitera que “o facto de ser intensiva não é sinónimo de termos mais perigos”, explicando que “intensivo quer dizer que temos mais plantas por área e gastamos mais produtos também por área do que em situações extensivas”.

 O homem forte da EDIA explica aos microfones da Campanário as principais diferenças entre o olival tradicional e o olival intensivo, dizendo que “os tratamentos são os mesmo, a diferença prende-se com uma mudança muito rápida e as pessoas não tiveram ainda tempo de se habituar”.

No entanto o presidente reconhece que “existem casos em que as coisas correram menos bem, e são esses poucos casos que aparecem nas notícias e que seguramente terão de ser corrigidos”, exemplificando com casos em que “não podemos ter o olival encostado a uma escola primária ou a fábrica que faz assim ou faz assado”.

José Pedro Salema acrescenta ainda que embora existam casos que não estão de acordo com as regras “não podemos condenar o Alentejo e dizer que está envenenado”.

“não podemos condenar o Alentejo e dizer que o Alqueva está envenenado por existirem casos em que estão a ser feitos disparates”
José Pedro Salema

No que respeita ao uso de pesticidas e produtos fitofarmacêuticos, José Pedro Salema explica que “a norma diz-nos que o agricultor de Alqueva é um agricultor que respeita o ambiente, que está obrigado a cumprir uma série de regras muito exigentes de aplicação e compra de produtos”, explicando que para adquirir e aplicar esses produtos “é necessária uma ficha certificada, o que não é verdade se por exemplo eu quiser aplicar veneno no meu jardim”.

O presidente da EDIA refere que “existe um exagero, uma multiplicação, uma ampliação de casos que são completamente pontuais, tentando fazer deles a norma” e considera que “não podemos aceitar que se faça isso”.

“o projeto Alqueva é fantástico, estamos a produzir riqueza para o país”
José Pedro Salema

Quanto ás questões levantadas por algumas associações ambientalistas que afirmam que a paisagem alentejana está a ser alterada, José Pedro Salema considera que “não podemos pensar que podemos ter sol na eira e chuva no nabal, ou seja, não podemos ter nos locais onde se pratica agricultura de regadio uma paisagem bucólica com uma azinheira aqui e outra ali, isso não é a agricultura de regadio”, explicando depois que “a agricultura de regadio é hortícolas, é olival, é vinha, é amendoal, é milho, é tomate”, uma agricultura diferente da de sequeiro “que seguramente mudou a paisagem”.

 “não podemos ficar arrependidos por termos provocado a mudança que queríamos”
José Pedro Salema    

     

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