Barrancos

“O fecho da fronteira de Barrancos é uma situação que prejudica os nossos munícipes, que agora fazem 300km diários para irem para o local de trabalho”, afirma João Serranito Nunes (C/SOM)

Regional 21 Jun. 2020

A fronteira de Barrancos-Encinasola foi autorizada a reabrir no dia 1 de junho, mas apenas à segunda e quinta-feira, das 06h00 às 08h00 e das 17h00 às 19h00, o que não agradou ao Município barranquenho, que pretendia a abertura da fronteira nos mesmos moldes da fronteira do concelho de Mourão, com passagem autorizada em dias úteis, das 07h00 às 09h00 e das 18h00 às 20h00, ou igual aos quatro pontos de passagem recentemente autorizados no Norte do país (nos dias úteis, entre as 7h00 e as 2h00, em Melgaço, Monção, Miranda do Douro e em Vila Nova de Cerveira).

Em entrevista à Rádio Campanário, João Serranito Nunes, presidente da Câmara Municipal de Barrancos, referiu que a autarquia “manifestou toda a sua preocupação e todo o seu desencanto com uma solução que não nos serve”, justificando que “temos um conjunto significativo de trabalhadores transfronteiriços e de empresários que passam a fronteira diariamente”.

“O que verificámos é que houve um conjunto de aberturas como Mourão e ainda de mais quatro passagens no Norte do país, com abertura de segunda a sexta-feira, da parte da manhã e de tarde. Na fronteira de Barrancos isso não se verificou, apenas abre na segunda e na quinta-feira, prejudicando tremendamente os trabalhadores, que antes percorriam apenas cerca de 20 km para irem para o seu local de trabalho e agora têm de fazer no mínimo 250, 300 quilómetros diários [ida e volta] para irem para o trabalho”, salientou o autarca.

O edil enalteceu que esta é uma situação que “prejudica os nossos munícipes”, porque “para além do desgaste físico e emocional das pessoas que fazem diariamente esse percurso, há também um desgaste das viaturas”.

“Essa foi, no fundo a posição da autarquia desde o início do processo de encerramento das fronteiras, sempre manifestando desacordo com as tomadas de decisão por parte do Governo e fizemos chegar pelo menos três vezes ao Ministério da Administração Interna. Foi também votado em Assembleia Municipal a 15 de junho, por unanimidade, uma tomada de posição contra esta decisão do Governo, que não nos serve de forma nenhuma e que tem penalizado a nossa comunidade, que tem escassez de emprego e que põe em risco estes postos de trabalho que vão assegurando a sobrevivência”.

Questionado se teve alguma justificação por parte do Governo ou do Ministério da Administração Interna para que a fronteira de Barrancos não tivesse sido aberta nos mesmos moldes como outras passagens transfronteiriças recentemente autorizadas, João Serranito Nunes afirmou que “de todas as posições que nós tomámos, não tivemos ainda qualquer resposta ou justificação para que esta situação se mantivesse. É para nós incompreensível porque o Governo estava na posse de todos os dados, que lhe permitiriam ter uma solução adequado a este problema”.

“Tanto mais, que para abrirem as fronteiras é preciso a presença do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e temos cá dois agentes para controlarem dois dias por semana. Ora, se estão cá toda a semana para apenas controlarem a fronteira dois dias, é algum sacrifício ela estar aberta toda a semana?”, questionou o autarca.

João Serranito Nunes frisou que “é para nós completamente incompreensível que esta situação se mantenha. Nós temos tudo feito em fazer chegar o nosso protesto a todas as instâncias que consideramos adequadas”.

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