“Temos algumas baixas de pessoal no lar, sensibiliza-me como as funcionárias de outras valências estão a ajudar neste problema pelo qual todos estamos a passar” afirma Manuel Galante da União das Misericórdias (c/som)

Regional 23 Mar. 2020

Em declarações à RC Manuel Galante, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz e Presidente da União das Misericórdias do Distrito de Évora, conta como têm sido os dias no lar de idosos da Santa Casa de Reguengos de Monsaraz e qual o apoio prestado aos utentes do centro de dia.

“Mandámos, logo de imediato, os utentes do centro de dia para as suas casas, no entanto não deixámos de lhes fornecer as refeições e tudo o que necessitem”, explica a tomada desta decisão por ser um local perigoso em termos de contágio e não ser favorável aos idosos andarem constantemente a entrar e a sair.  

Quanto à perceção dos idosos do lar relativamente ao que está a acontecer no país e no mundo devido ao surto de COVID-19, afirma que “alguns que não se apercebem do que os rodeia por questões de saúde, outros estão ansiosos porque estão cientes de que algo mudou e outros estão conscientes e foram informados pelas nossas colaboradoras”.

Para que não houvesse um risco de contágio acrescido a este grupo de risco, as visitas foram proibidas logo de início. Para colmatar esta falta presencial de visitas, foram criadas formas de os idosos entrarem em contacto com as famílias. Como explica Manuel Galante, “usamos as novas tecnologias, através de um tablet para as famílias poderem entrar em contacto”.

Apesar de não ser igual estar pessoalmente com a família mas sim através de um ecrã, não têm havido “registos de situações em que os idosos se sentem abandonados pelos familiares. Há alguns que aceitam melhor esta forma de contacto e outros que não”.

O Provedor conta que “as técnicas têm sido inexcedíveis e têm estado a conseguir gerir as situações de maneira a prestarem o apoio que precisam, tanto em serviço de apoio domiciliário como no lar”.

No entanto, refere que na unidade de Reguengos de Monsaraz “três funcionárias tiveram de ir para casa tomar conta dos filhos e outras três por serem de risco devido a doenças crónicas e tem sido difícil criar grupos de trabalhadores em que seja possível fazer a rotação, caso haja algum contágio”.

Porém, Manuel Galante mostra-se comovido, devido ao “pessoal das creches, do pré-escolar e do ATL, que fecharam, e disponibilizaram-se para colaborar com as colegas do lar de idosos. Apesar do risco e da preocupação porque também têm família, fiquei deveras sensibilizado com a resposta pronta e imediata de que estariam disponíveis. Hoje já começaram a trabalhar no lar de idosos e fizemos a divisão em dois grupos para prevenir alguma situação de contágio”.

Explica que esta situação não aconteceu apenas na Misericórdia de Reguengos de Monsaraz, mas também em outras do distrito de Évora.

Relativamente às restantes misericórdias do distrito de Évora, também há preocupações com a questão da falta de pessoal, mas afirma que também noutras houve uma união entre os trabalhadores de diferentes áreas para se ajudarem.

Termina garantindo que “para já ainda não houve nenhum caso de contágio nas misericórdias do distrito”.

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