Alandroal

Alandroal: No dia da celebração em Honra de S. Brás dos Matos fomos conhecer a história do santo "que não quis mudar de lugar". Veja a reportagem da RC (c/som e fotos)

Reportagens 03 Fev. 2020

Mina do Bugalho, no concelho de Alandroal, celebrou esta segunda feira (3 de fevereiro) a Festa em Honra de São Brás dos Matos, numa organização da Paróquia de São Brás dos Matos, contando com o apoio da União de Freguesias de Alandroal.

A Rádio Campanário esteve presente na secular tradição e falou com Vicência Valério, “nascida e batizada” em S. Brás, que do alto dos seus 86 anos, nos relata algumas das curiosidades desta festa.

Vicência Valério começa por explicar que “a igreja foi feita aqui ainda não havia freguesia nem montes”, acrescentando que “o S. Brás andava pelo mato”, daí a origem do seu nome, e “morreu aqui nesta chapadinha”.

A octogenária refere que é após a morte do Santo que “decidiram contruir-lhe uma capela”, lembrando que segundo um livro que já teve “os restos mortais do S. Brás ficaram nos alicerces da capela”.

A construção desta capela esteve envolta em mistério, tendo mesmo dado origem a uma lenda.

Sobre essa lenda, Vicência Valério relata que “queriam fazer a capela lá mais acima, mas o S. Brás queria cá em baixo”, então segundo a história que atravessou gerações, “as obras começaram, mas no dia seguinte pela manhã, tudo o que tinha sido feito aparecia destruído, a cal estava em pedra e as ferramentas desapareciam e eram mais tarde encontradas aqui, no lugar onde o santo queria a sua capela”.

Vicência Silva diz-nos que estes acontecimentos foram “sucessivos, dia após dia, até que os responsáveis deixaram de querer fazer a capela na outra localização e decidiram construir aqui”.

“Foi a vontade do S. Brás que ditou a construção neste local”
Vicência Valério

Questionámos a octogenária sobre a longevidade da festa, ao que nos refere que “com 12 anos vim trabalhar para esta igreja, e na altura já se realizava a festa, não lhe sei dizer ao certo o ano em que começou, mas certamente já é secular”.

É com saudade que Vicência Valério recorda os tempos em que “vinha vestir as imagens, limpar a igreja e por as toalhas”, lembrando que “o meu avô paterno era o responsável pela igreja”.

Todas esta vivências levam a que a simpática senhora afirme “sou devota do S. Brás, mesmo agora com as limitações físicas que tenho ainda faço questão de vir ajudar, mesmo que seja pouco, faço gosto”.

Procurámos saber se existem mais visitantes agora ou nos tempos de outrora, ao que Vicência afirma “agora vem muito mais gente, antigamente nem a Mina do Bugalho existia, nem estes montes aqui ao pé”. Hoje em dia “temos pessoa de Juromenha, da Mina, do Rosário e de muitas outras localidades aqui perto”.

Vicência refere ainda que “hoje é dia de trabalho, se fosse sábado ou domingo ainda tínhamos mais”, acrescentando que “a festa realiza-se sempre no dia de S. Brás, a 3 de fevereiro, independentemente de ser fim de semana ou dia de semana”.

 

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