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Evora

Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia "lotado, mas em expansão para mais 70 empresas que podem gerar 400 postos de trabalho", diz diretor (c/som e fotos)

Reportagens 17 Jul. 2019

Decorre esta quarta feira, 17 de julho o Alentejo Entrepreneurship Safari, em Évora. Do programa consta uma visita ao Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia.

A Rádio Campanário acompanhou a visita e recolheu as declarações de João Assunção, diretor executivo do Parque.

O diretor começa por referir aos nossos microfones que “existe a sociedade Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia e existe o parque enquanto conceito de transferência de tecnologia”.

João Assunção explica então que “a vocação do Parque é aproximar as instituições do conhecimento”, acrescentando que “estamos a falar de todas as instituições de investigação e conhecimento da região”.

O Parque “tenta transferir o conhecimento que é gerado em instituições como a Universidade de Évora para o mercado, de forma a que seja aproveitado”.

O diretor refere aos nossos microfones que “o Parque é o líder do SRTT e pretende fomentar o empreendedorismo, a inovação e o desenvolvimento da região, através da transferência do conhecimento das instituições que o produzem para os mercados”.

Questionado pela RC sobre o número de empresas instaladas no Parque, João Assunção refere que “estamos lotados e com lista de espera, o que é sinal de algum dinamismo apesar da nossa pouca densidade populacional”.

O diretor acrescenta ainda que “temos incubações físicas e incubações virtuais, nas incubações físicas privilegiamos sobretudo setores de média / alta tecnologia”. João Assunção aponta exemplos de “empresas que nasceram na Alemanha e deslocalizaram-se para aqui”.

O Parque “pretende alavancar este ecossistema de empreendedorismo e inovação, para isso estamos num processo de expansão das instalações físicas do parque”. Relativamente a esta expansão o diretor adianta que “vamos ter mais 4100 metros quadrados de área”, acrescentando que “estamos a falar de um investimento de cerca de 8 milhões de euros, o que permitirá acolher mais cerca de 70 empresas que poderão gerar entre 300 a 400 postos de trabalho”.

Relativamente aos fundos europeus, João Assunção considera-os “determinantes, quer na construção da infraestrutura quer na segunda fase do desenvolvimento”.

Questionado pela Campanário naquilo que respeita ás questões demográficas, o diretor não esconde que “a questão demográfica é central, uma vez que gera problemas para a região Alentejo”

“Temos que as combater com todas as armas que temos disponíveis”
João Assunção

Para João Assunção “obviamente que esta questão de termos aqui acolhimento empresarial, condições de vida e mais espaços ajuda a criar uma dinâmica melhor”, acrescentando que “a Universidade de Évora ajuda a que estejamos um pouco na frente em relação a Beja e Portalegre”.