Arraiolos

Protocolo entre Município de Arraiolos e Univ. de Évora vai “ajudar a trilhar os caminhos da certificação e do conhecimento do Tapete de Arraiolos” (c/som e fotos)

Publicado em Reportagens 06 junho, 2019

Foi assinado esta quarta-feira (5 de junho), em Arraiolos, um protocolo entre o Município de Arraiolos e a Universidade de Évora, direcionado para a investigação no âmbito dos Tapetes de Arraiolos.

Em declarações à RC, Sílvia Pinto, presidente da Câmara Municipal de Arraiolos, explica que o protocolo visa “ajudar a trilhar os caminhos da certificação e do conhecimento do tapete”.

Protocolo vai “ajuda a trilhar estes caminhos da certificação e do conhecimento do Tapete de Arraiolos”
Sílvia Pinto

Esta assinatura ganha importância, explica, na medida em que “vem firmar mais um campo do estudo do Tapete de Arraiolos que é este lado científico das cores, do tingimento, da degradação”, permitindo conhecer “um pouco mais da história do nosso tapete para podermos construir este nosso caminho”.

Ana Costa Freitas, reitora da Universidade de Évora, declara à RC que o protocolo “foi no fundo oficializar” uma colaboração já existente entre as duas partes e “pôr a ciência ao serviço das populações”.

“Têm sido feitas muitas teses usando o Tapete de Arraiolos”
Ana Costa Freitas

 

Nesta colaboração “têm sido estudadas as técnicas antigas de fazer os tapetes”, surgindo o protocolo no sentido de ajudar a “conhecer o historial do tapete para saber como como replicar e aquilo que foi feito para os preservar”.

Cristina Dias, professora investigadora do Laboratório Hércules da Universidade de Évora, afirma a esta estação emissora que “quem quiser reproduzir um tapete tem que saber como ele era”, uma vez que o seu presente estado não corresponde ao original.

“Estamos a reproduzir tapetes que são o resultado de processos de degradação”
Cristina Dias

 

O protocolo compreende o estudo de fatores como “o comprimento da lã, os corantes utilizados e as implicações que isso tem depois na conservação” explica nomeadamente a alteração a cor com a luz.

A investigadora responsável afirma que é interessante “perceber os mecanismos de degradação”, para ajudar na sua preservação, uma vez que “o tapete original não tem nada a ver com o tapete” atual.

A assinatura do protocolo entre as entidades, representadas pela Presidente da Câmara Municipal e pela Reitora, teve lugar no decorrer da sessão de inauguração da edição de 2019 da iniciativa o Tapete está na rua.

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