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Urgências do hospital de Serpa fecham de madrugada a partir de segunda-feira

As urgências do hospital de Serpa vão fechar de madrugada a partir de segunda-feira, dia 3 de janeiro de 2022, por dificuldades em garantir médicos para assegurar escalas, devido à pandemia de covid-19, esclareceu hoje o provedor da entidade gestora.

O esclarecimento surge após a Câmara de Serpa, no distrito de Beja, ter divulgado, na terça-feira, que a Misericórdia local, que gere o hospital, a tinha informado do fecho das urgências a partir de sábado, no período da madrugada.

Atualmente, as escalas das urgências do Hospital de São Paulo “estão asseguradas em todas as 24 horas” até ao final de domingo, disse hoje à agência Lusa António Sargento, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Serpa (SCMS).

Mas, “a partir do dia 03 de janeiro, devido ao momento [de pandemia] que vivemos, há dificuldades em garantir médicos para assegurar as escalas” das urgências de madrugada, explicou.

Por isso, a partir de segunda-feira, as urgências do hospital vão fechar entre as 00:00 e as 08:00, acrescentou.

O provedor disse não ser possível prever por quanto tempo as urgências irão permanecer fechadas durante a madrugada, mas frisou que a SCMS e o conselho de administração do hospital “farão todos os esforços para inverter o mais rápido possível a situação” e reabrir o serviço naquele período.

“Por mais esforços que todos façamos, não temos, neste momento, recursos humanos para fazer face àquilo que são as necessidades, infelizmente não só em Serpa, mas também noutros hospitais do país”, sublinhou.

“É um momento crítico que todos temos que ultrapassar da melhor forma e tentar todas as soluções”, disse, insistindo que a SCMS “tem feito todos os esforços na tentativa de se encontrar uma solução para o problema”.

Na terça-feira, em comunicado, a Câmara de Serpa contestou a decisão de fechar as urgências durante a madrugada e voltou a defender que “é necessário e urgente o retorno e integração do Hospital de São Paulo no Serviço Nacional de Saúde”.

O município lembrou que o Ministério da Saúde e a SCMS assinaram, em 2014, um acordo de cooperação para transferência do Hospital de São Paulo para esta entidade.

O acordo foi assinado “sem acautelar o serviço público, as necessidades dos utentes, à revelia de todos os pareceres e tomadas de posição manifestadas e não garantindo serviços de saúde básicos e necessários às populações”, lamentou o município.

C/Lusa

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