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Quinta-feira, Maio 23, 2024

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Vinho, cantigas, petiscos e pessoas! Taberna Fim do Mundo regressou à alegria de outrora!(c/som)

 

Falar de Redondo significa falar de vinho, de tascas, de tabernas, de petiscos e de cantigas.

Decorreu na tarde deste sábado mais uma iniciativa associaada ao evento Wineland- marca criada pelo Município Redondense para a promoção e divulgação do setor dos vinhos.

A iniciativa, designada como “A Taberna: Tascas, Castas e cantigas” contou com forte participação e fez um périplo por algumas das tascas/tabernas, já de portas encerradas, para reviver outros tempo e relembrar as histórias destes locais.

Não faltou a boa disposição e a nimação musical garantida pelo Grupo de Cnatadores de Redondo.

Um dos locais que fez parte deste roteiro chama-se Mercearia/Taberna Fim do Mundo.

A Rádio Campanário esteve presente e falou com Francisco oliveira, responsável pela casa de Sabicos e que não existou nem por um segundo aderir a esta iniciativa do Município de Redondo e que nos contou a sua história.

Francisco Oliveira começou por nos referir a importância destes eventos para que não se percam no tempo as tradições de antigamente, referindo “este tipo de iniciativas era algo que falatava ao Redondo e ainda bem que os Presidentes da Câmara e da junta tiveram esta iniciativa.”

Francisco Oliveira acrescenta ainda “é algo marcante para esta região e abrir estas tabernas, com forte tradição em redondo, e juntamente com os vinhos sabicos que têm já uma história de mais de 150 anos, cada vez mais uma marca na região, é sem dúvida uma nota muito importante para o concelho e para o Alentejo.”

“O facto de esta casa estar cheia dá-nos a nós uma motivação e uma vivacidade que a região precisa” realça ainda.

A mercearia/taberna Fim do Mundo, diz a sua história e conta-nos Francisco Oliveira “ era assim designada porque as existentes eram mais concentradas no centro e esta ficava mais numa ponta e como tal era assim chamada mas era aqui que toda a gente vinha parar no fim do dia ou nas horas do dia em que havia possibilidade disso.”

“A sua estrutura faz do espaço um espaço muito fresco, talvez por isso fosse tão procurada” conta ainda Francisco Oliveira.

O espaço que ontem voltou a abrir portas foi em tempo o local escolhido por muitos para passar os serões, beber os seus copinhos e ouvir o Cante Alentejano.

Para Francisco Oliveira “a Vila de Redondo é linda e aqui as pessoas respiram tradição , existindo a preocupação dos mais novos por a manterem viva” objetivo partilhado também com a Casa Sabicos, situada em Montoito.

A origem dos Vinhos Alentejanos da Casa de Sabicos remonta à segunda metade do séc. XIX, pela mão da matriarca Avó Sabica. Viúva, quando o mais novo dos oito filhos tinha apenas dois anos de idade, a Avó Sabica viu-se obrigada a liderar a exploração agrícola, que chegou a cobrir cerca de 12 mil hectares.

A sua decisão de introduzir na exploração o cultivo da vinha e a produção do vinho como normais actividades agrícolas, seria seguida não só pelos filhos mas também pelas gerações seguintes. Traduziu-se num marco histórico da Família, inspirando nos seus descendentes o gosto pela produção de uva e vinhos alentejanos de qualidade.   

 

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