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Quarta-feira, Fevereiro 21, 2024

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“A cota de água para a Agricultura é de 590 milhões cúbicos mas precisamos de mais, é uma certeza” diz Pres. Da FAABA(c/som)

A situação de seca meteorológica do Pais agravou no último mês de 2023, em especial no Baixo Alentejo e Algarve, o que levou a que, recentemente, fosse definidas algumas medidas de combate a esta situação, medidas essas decididas na reunião da Comissão Permanente de Prevenção, Monitorização e Acompanhamento dos Efeitos da Seca.

Entretanto a Confederação Nacional de Agricultura veio defender publicamente que é necessário dar voz aos agricultores do Alentejo e do Algarve, que estão no terreno e conhecem profundamente as dificuldades nos territórios, defendendo a sua participação nos fóruns de decisão sobre esta matéria.

Rui Garrido, Presidente da Federação das Associações dos Agricultores do Baixo Alentejo, em declarações à Rádio Campanário, a este propósito, referiu “faz todo o sentido que assim seja uma vez que há decisões e tomadas de posição que não podem ser tomadas sem falar com os agricultores.”

No que diz respeito ao Baixo Alentejo, onde o perímetro de rega é gerido pela EDIA, Rui Garrido refere que “também aqui há muito que defendemos que os Agricultores sejam mais ouvidos.”

No que diz respeito à possibilidade de vir a ser construída uma central de dessalinização de água do mar na área de Odemira, possibilitando distribuir a água dessalinizada não só pelo perímetro de rega do Mira mas também até à Barragem da Bravura, em Lagos, o Presidente da federação considera “trata-se de um investimento muito caro , talvez demasiado caro para a agricultura” considerando que irá trazer benefícios para áreas diferentes da Agricultura, nomeadamente para o Turismo.

Por último e no que diz respeito à gestão de água em Alqueva e ao facto de a barragem ter encaixado um volume significativo de água nos últimos dias devido á chuva e, à tranquilidade que isso pode trazer para os Agricultores do Alentejo , Rui garrido adiantou “tem chovido mais no Alto Alentejo do que no baixo Alentejo e as bacias hidrográficas têm alimentado mais essas barragens do que as nossas” ainda assim, explica, “o Alqueva também meteu água mas o problema volta a estar no Sudoeste Alentejano”.

Apesar da tranquilidade existente face à Cota atual de Alqueva, Rui Garrido diz “é preciso termos em atenção que a água de Alqueva não dá para tudo e não é eterna” alertando ainda para o facto “do perímetro de rega ir ter mais hectares do que estava previsto e vão começar a ser abastecidas outras Barragens” relembrando que em Alqueva a cota para a agricultura é de 590 milhões cúbicos de água, considerando que “a agricultura vai ter que ter mais água”.

Recorde-se que a Barragem de Alqueva atingiu 80% da sua Capacidade e está a menos de 4 metros da sua cota máxima- 152 metros.

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