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Domingo, Fevereiro 25, 2024

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Alentejo dá o seu contributo para a descarbonização através do Cânhamo

A empresa é recente e veio dinamizar o setor empresarial na vila de Ourique.

Recentemente criada, a Cânhamor, resultou de um investimento de 15 milhões de euros numa unidade de produção de blocos de cânhamo para a construção civil, no concelho de Ourique, a primeira e única fábrica do mundo a controlar todo o processo produtivo, desde “a matéria-prima até ao fabrico e venda do produto final.

Geradora de mais de três dezenas de postos de trabalho, a nova unidade fabril, através do cânhamo, garantiu à data em que anunciou o projeto revolucionar os setores da construção e agricultura.

Este novo negócio pretende dar o seu contributo para a descarbonização do sector da construção civil e do ciclo de vida dos edifícios.

Numa altura em que as mudanças climáticas são o maior desafio ecológico atual e a preocupação social e estão na ordem do dia, esta unidade industrial, quer valorizar o cânhamo e dar a conhecer as suas verdadeiras potencialidade.

Utilizando a planta Cannabis sativa como a principal matéria prima dos blocos utilizados na área da construção civil, a Cânhamos acredita que através desta produção pode fazer a diferença na luta por um planeta melhor e um marco de sustentabilidade que se pretende alcançar.

Estes blocos acabam por ser a solução mais ecológica para o setor da construção e a empresa explora o potencial do cânhamo cultivado para esses fins industriais.

A Cânhamor já tem outra unidade de produção em Colos, Odemira e aposta assim na região Alentejo para valorizar esta matéria que, há muito é cultivada em Portugal, mas só agora se lhe reconhece o seu potencial. 

O cultivo de cânhamo em terras portuguesas não é novo, iniciou-se por volta do século XIV , pois era matéria-prima para a preparação de cabos e velas para as embarcações portuguesas.

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