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Arcebispo de Évora benzeu novo Lar de Santo Aleixo, que irá servir aqueles que “molharam a açorda com vinagre e suor do rosto” (c/som e fotos)

Decorreu esta segunda-feira (26 de agosto), a inauguração do Lar de idosos de Santo Aleixo, na freguesia do concelho de Monforte.

A RC marcou presença na cerimónia que contou com a presença de D. Francisco Senra Coelho, Arcebispo de Évora, que procedeu à bênção da infraestrutura.

O Arcebispo aponta que a unidade vai permitir aos idosos “estar na sua terra até ao final da sua vida”, aspeto que ganha relevância num “tecido social envelhecido” em que os mais jovens são obrigados a sair em busca de melhores condições de vida. “Graças a deus que os nossos idosos não têm que partir”, declara.

Atualmente, a freguesia apresenta “um bem-estar social, com qualidade de vida”, mas as gerações que poderão usufruir da ERPI (Estrutura Residencial para Idosos), “andaram descalças, não tiveram azeite para a açorda, molharam a açorda com vinagre e suor do seu rosto, acompanhada por pão e azeitonas”. É-lhes agora oferecida uma solução que evite que no final da sua vida tenham que “emigrar ou permanecer na solidão”.

“Fechar uma casa e partir para a ERPI é um momento difícil para o idoso”
D. Francisco Senra Coelho

Num trabalho conjunto do Município de Monforte e da Segurança Social, “torna-se possível permanecer em Santo Aleixo”.

D. Francisco Senra Coelho afirma que “esta obra é para ajudar a família” que não pode tomar conta dos seus idosos, destacando “que a família tem o primeiro lugar nesta casa”.

“Não os vão depositar, nem deixar entregues de uma maneira solitária”, aponta, “vai ser uma família atenta e presente”.

O Arcebispo de Évora aponta ainda o trabalho dos funcionários, que “são os maiores amigos das famílias dos idosos”, afirmando “não se paga o sorriso, a escuta atenta daquela conversa pela enésima vez”.

No trabalho do funcionário de um lar de idosos existe “uma dimensão de voluntariado aliado à competência”, “um voluntario da humanização e da qualidade de vida”, “do sorriso, da ternura, num respeito profundo pela entidade e identidade do idoso, numa relação pessoal contruída na amizade que chega à confiança”, conclui.

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