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Segunda-feira, Abril 22, 2024

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Comparticipação requerida às famílias, leva a desistências de lares do distrito de Portalegre, diz Manuel Galante (c/som)

Manuel Galante, Presidente do Secretariado Regional de Évora, das União das Misericórdias Portuguesas e Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz, falou à Rádio Campanário sobre as dificuldades financeiras sentidas pelos idosos e pelas suas famílias, perante a sua colocação em lares, e o suporte da respetiva mensalidade.

O Provedor explica que, atualmente, os idosos se encontram a permanecer nas suas casas até mais tarde, devido às “dificuldades de as famílias cumprirem os seus compromissos”.

Estes compromissos a que se refere, explica, prendem-se com uma medida governamental instaurada em 2008, em que o Governo, “não tendo como aumentar a comparticipação dos lares e confrontado com um custo que ascende aos 1000 euros por utente, em lar”, explica, criou uma medida que contempla a divisão deste valor em três partes, em que a Segurança Social suporta uma parte, o idoso paga 85% do valor da sua reforma, e as famílias suportam o restante, até aos 980€ estipulados.

O que acontece em Reguengos de Monsaraz, é que as famílias “não conseguem pagar o diferencial”. Desta forma, a instituição tem negociado com as mesmas, “tentando encontrar equilíbrios”, mas, afirma o Provedor da instituição, “há de chegar uma altura que é insustentável”.

Realça ainda a grande percentagem de utentes dependentes (80%), que representam maior despesa para a instituição. No caso da Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz, contudo, afirma que o valor pago entre a família e o idoso “não deverá ultrapassar os 500, 600€”.

Este aumento da despesa para o idoso e para a sua família, tem vindo a fazer com que alguns idosos do Alentejo abandonem o lar, por não conseguirem suportar o encargo. O lar de Reguengos de Monsaraz, garante Manuel Galante, não tem vagas nem desistências por este motivo, mas “estamos perante uma realidade que pode vir a acontecer”, já havendo casos “na zona sul do distrito de Portalegre”, avança.

O Provedor da Santa Casa da Misericórdia, considera que a Segurança Social deve “começar a pensar num modelo de comparticipação diferente”, com equidade entre idosos com reformas capazes de suportar a totalidade da despesa, e idosos com reformas menores, em vez de, “de uma forma cega, pagar 380 €” a cada pessoa.

Conclui, afirmando “que o Sr. Ministro e a União, estão a analisar o assunto muito seriamente”.

 

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