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Domingo, Junho 23, 2024

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Conselho de Segurança Nuclear espanhol autoriza funcionamento da Central Nuclear de Almaraz até 2028

De acordo com notícias recentes, o Conselho de Segurança Nuclear (CSN) espanhol emitiu um parecer em que autoriza o prolongamento do funcionamento da Central Nuclear de Almaraz, em Espanha, até outubro de 2028, impondo algumascondições ao seu funcionamento. Infelizmente, este parecer vai ao encontro do já esperado pelo Movimento Ibérico Antinuclear (MIA), uma vez que a indústria do Nuclear tem exercido uma forte pressão no sentido de todas as Centrais em funcionamento em Espanha verem o seu período de vida alargado.

Para o MIA, esta notícia que hoje veio a público,relativamente ao parecer favorável do CSN para a continuação do funcionamento da Central Nuclear de Almaraz pós 2020, é ilógica, errada e de uma gravidade extrema, pois viabiliza que a Central de Almaraz, totalmente envelhecida e obsoleta,continue a trabalhar e a colocar toda a Península Ibérica em risco até ao ano de 2028. 

A Central Nuclear de Almaraz fica situada junto ao rio Tejo, na província de Cáceres, em Espanha, a cerca de 100 km da fronteira com Portugal e tem tido incidentes com regularidade, existindo situações em que já foram medidos níveis de radioatividade superiores ao permitido. Portugal pode vir a ser afetado, caso ocorra um acidente grave, quer por contaminação das águas, uma vez que a central se situa numa albufeira afluente do rio Tejo, quer por contaminação atmosférica, pela grande proximidade geográfica existente. Para além disto, Portugal não revela estar minimamente preparado para lidar com um cenário deste tipo, pelo que a acontecer um acidente grave, isso traria certamente sérios impactes imediatos para toda a zona fronteiriça, em especial para os distritos de Castelo Branco e Portalegre.

O MIA vai solicitar urgentemente que o Governo português intervenha e tome posição contra este eventual prolongamento do funcionamento da Central Nuclear de Almaraz, uma vez que o mesmo terá implicações diretas em território nacional e dado que será o Governo Espanhol, depois deste parecer favorável do CSN, a tomar a decisão final sobre a questão.

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