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Contra tudo e contra todos “Barragem do Pisão vai ser mesmo uma realidade”, garante Ministra Ana Abrunhosa (c/ som)

Foto: Rádio Campanário

A construção da Barragem do Pisão, no município do Crato, tem dividido posições com autarcas a defenderem o projeto e ambientalistas a invocarem uma série de argumentos contra o avanço do projeto, conforme a Rádio Campanário lhe noticiou anteriormente.

À margem da inauguração da 36.ª edição da Feira de Artesanato e Gastronomia e Festival do Crato, a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, afirmou que o “Governo, o Sr. Presidente do Crato e a Comunidade Intermunicipal do Alentejo” não têm dúvidas de que “a Barragem do Pisão será uma realidade e cumprirá tudo aquilo que as normas ambientais que as leis obriguem”.

“Os ambientalistas fazem o seu papel e nós (Governo) fazemos o nosso que é levar a que a Barragem do Pisão seja uma realidade.”

A Ministra, que falava aos jornalistas encantada por observar as flores de Campo Maior e ouvir o Cante Alentejano, aproveitou a ocasião para relembrar a importância que projetos semelhantes que, nas suas palavras, também não foram fáceis de implementar no Alentejo, têm tido no quadro de seca em que o país se encontra.

Na ótica da Ministra, a Barragem do Pisão constitui-se como um dos projetos “mais exigentes” do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) e aquele que tem tido um grande acompanhamento por parte das diversas envolvidas no projeto. É, justamente, um “trabalho técnico de elevada qualidade” que a CIMBAL tem desenvolvido que, no ponto de vista da Ministra, vai tornar possível a construção da Barragem do Pisão “contra tudo e contra todos”, salvaguardando, no entanto, que todas as questões relacionadas com o ambiente e com o ordenamento do território serão acauteladas.

O empreendimento, que se encontra em fase de estudo prévio, vai envolver um investimento total de 171 milhões de euros, dos quais 120 milhões estão inscritos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e, segundo Ana Abrunhosa, é um “projeto importante para a agricultura” e para outras atividades económicas como o turismo e a energia.

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