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Quarta-feira, Fevereiro 21, 2024

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Drogas em Portugal: Mais pessoas procuram ajuda para dependência de Cocaína.

No decorrer de 2022, o serviço ambulatorial da rede pública deu assistência a 24.176 indivíduos com problemas devido ao uso de substâncias psicoativas. Deste conjunto, 3.596 pessoas começaram o tratamento ao longo do ano, incluindo 1.681 que regressaram ao sistema e 1.915 que eram novos utentes, conforme documento a que a LUSA teve acesso.

 Este relatório assinala um aumento ainda que modesto de 1% nas admissões, um contraste com as reduções verificadas nos últimos quatro anos, mas os números ainda não recuperaram aos níveis observados antes da crise sanitária do Covid19 .

 Adicionalmente, em 2022, verificou-se o internamento de 518 utentes em Unidades de Desabituação (UD) e 1.565 em Comunidades Terapêuticas (CT), com estes dados aproximando-se dos valores registados antes do surto pandêmico, conforme indicado no Relatório Anual 2022 sobre a Situação do País em Drogas e Toxicodependências, a que a agência Lusa teve acesso. Este documento também aponta que, embora a heroína se mantenha como a droga mais mencionada por utentes em ambulatório e nas UD, nos últimos anos a canábis tem sido a substância mais comum entre os novos utentes, e a cocaína é a mais frequente entre os utentes das CT, com um aumento notável no número de utentes que começam tratamento com a cocaína como droga principal.

Também se registou uma diminuição no consumo injetável de drogas e na partilha de seringas ao longo dos últimos cinco anos. No ano de 2022, o consumo recente (nos últimos 30 dias) de drogas injetáveis situou-se entre 3% e 15% nos diversos grupos de utentes em tratamento, e a partilha recente de seringas oscilou entre 13% e 23%. O relatório realça a redução no consumo recente de drogas injetáveis entre os utentes das UD e CT ao longo do último quinquénio, atingindo os níveis mais baixos nos últimos três anos.

As Estimativas do Consumo Problemático/de Alto Risco de Drogas de 2022, divulgadas no relatório, mostram que o número de usuários recentes de opiáceos e de injetáveis está em declínio, enquanto o de consumidores recentes de cocaína, incluindo ‘crack’, está a crescer no território continental de Portugal. Os números revelam uma prevalência por mil habitantes entre 15-64 anos de 4,5% para os usuários recentes de opiáceos (7,7 nos homens e 1,3 nas mulheres), evidenciando uma leve redução no número de consumidores recentes de 2018 para 2022, seguindo a diminuição já notada de 2015 a 2018. Em contraste, a prevalência de consumidores recentes de cocaína em 2022 foi estimada em 11,2% para a mesma faixa etária. A prevalência de consumo recente de drogas injetáveis foi calculada em 1,3% para a população de 15-64 anos.

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