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É a estrela da virada do ano, mas como se fabrica o fogo de artifício?

Para muitas pessoas ao redor do mundo, os primeiros momentos de 2022 serão preenchidos com os sons e o espetáculo de luzes coloridas de fogos de artifício. De estrondos altos a assobios longos, de vermelhos e amarelos brilhantes a azuis e verdes neon, existem milhares de variações e diversos processos químicos envolvidos. 

Paul Smith, presidente do Grêmio Internacional de Pirotecnia e membro da Associação Americana de Pirotecnia, da Associação Nacional de Fogos de Artifício e da Sociedade Internacional de Pirotecnia, tem licença da BATFE para fabricar esses artigos pirotécnicos. BATFE é a sigla em inglês para Escritório de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos dos EUA.

Segundo Smith, que é químico, o Grêmio Internacional de Pirotecnia é uma organização que promove o uso seguro de fogos de artifício, em especial em grandes comemorações festivas, como o Ano Novo.

“Existem centenas de fórmulas químicas – ou, como gosto de pensar, receitas pirotécnicas – para fogos de artifício”, disse Smith em um artigo autoral para o site The Conversation. “Essas receitas ainda são baseadas em uma mistura antiga de produtos químicos que produzem o estrondo por excelência, mas os fogos de artifício modernos usam todos os tipos de magia química para dar os shows incríveis de hoje”.

De acordo com o químico, o primeiro ingrediente de qualquer fogo de artifício é o antigo pó preto explosivo conhecido como pólvora. “Esse item foi descoberto por alquimistas chineses há mais de mil anos, e a receita permaneceu praticamente inalterada nos séculos desde então”, explicou Smith. 

A composição da pólvora conta com 75% de nitrato de potássio, 15% de carvão e 10% de enxofre. “Para fazer um fogo de artifício básico, basta colocar esse pó em um recipiente, geralmente feito de papelão grosso ou papel”, revelou.

“Uma vez aceso com um fusível ou faísca, o enxofre derrete primeiro a 112,8ºC, fluindo sobre o nitrato de potássio e o carvão, que então queimam”, descreve Smith. “Essa reação de combustão produz rapidamente uma grande quantidade de energia e gás – em outras palavras, uma explosão”. 

Segundo Smith, o tamanho dos grânulos de pólvora e o quão confinado estiver o pó preto, pode alterar a velocidade de sua combustão. “Pense em uma fogueira. Quando você adiciona um grande galho de árvore, as chamas queimam por mais tempo e mais devagar. Se você jogar um punhado de serragem na chama, ela queima quente e rápido. O pó preto funciona de forma semelhante e isso torna mais fácil controlar a quantidade e a rapidez com que a energia é liberada”, disse.

C/olhardigital.com.br

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