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Estremoz acolheu a apresentação do livro “ Poesia de Silêncios”, de Adelina Charneca (c/som e fotos)

A Biblioteca Municipal de Estremoz acolheu, no passado sábado, 18 de junho, a apresentação do livro “Poesia de Silêncios”, da autoria de Adelina Charneca.

A escritora Adelina Maria Garrido Charneca, de 58 anos, natural de S. Bento do Ameixial, viveu nesta freguesia até aos oito anos de idade altura em que por motivos familiares se mudou para Lisboa. Apesar de ter deixado o Alentejo em tão tenra idade, guardou todas as suas memórias e passou-as para o papel na sua segunda obra intitulada “Poesia de Silêncios”, um livro que aborda várias temáticas desde a solidão, o amor, o saudosismo  ao Alentejo.

A Rádio Campanário acompanhou a sessão e falou sobre o processo criativo deste livro com a autora que nos revelou que voltou “emocionalmente às minhas raízes pelas redes virtuais, por pessoas de Estremoz de quem me tornei amiga virtualmente e à posteriori cheguei a conhecer (…) sendo que todas as memórias me voltaram depois de tarefas como por exemplo criar as minhas filhas, viajar, participar na educação dos meus netos até ao pré escolar”. Acrescentando que começou “por contar histórias de família, da minha infância no Alentejo e não só, entretanto, a minha escrita foi se tornando mais madura, mais adulta o que me fez desenvolver outra forma de escrita”.

Confidenciando que escreve “muito sobre o amor entre os seres humanos em geral, o amor social, o amor que nós devemos devotar às pessoas que nos são vizinhas, que nos são próximas”.

Instada a revelar-nos o motivo que levou a escritora a incluir poemas em espanhol neste livro, expressou que gosta “muito do idioma espanhol porque sei que os meus antepassados provêm de terras de espanha e faz parte dos meus projetos a curto prazo editar um livro em Espanha onde aliás já faço parte de uma antologia poética de escritores espanhois”.

Segundo Adelina Charneca “este livro é uma introspeção às minhas memórias mais remotas e mais recentes “.

A diretora da Biblioteca Municipal de Estremoz, Helena Mourinha, destacou que “é sempre com agrado que recebemos, sobretudo, os estremocenses mas também todos aqueles que queiram divulgar a sua obra literária“.

Sobre as atividades que tem sido recentemente desenvolvidas neste espaço, adiantou-nos que “temos  as “Quintas de Encantar “dirigido às escolas do concelho que nos visitam, temos os “Contos à Sexta” que é dirigido às famílias”. Acrescentando que a nível do trabalho social “a Biblioteca  tem uma atividade mensal junto dos lares de terceira idade do concelho, neste momento, visitamos 11 instituições e onde a base do nosso trabalho é sempre o livro como não poderia deixar de ser, mas se por um lado levamos as histórias que os livros contêm , por outro lado também trazemos depois de regresso na nossa bagagem todas as histórias, as vivências,os saberes que todos aqueles idosos nos vão transmitindo que tão importantes são para as gerações vindouras”.

Quanto às repercurssões sentidas com avanços tecnológicos, Helena Mourinha , frisou que “temos mesmo que nos adaptar (…) as coisas vão evoluindo, os tempos vão mudando e as Bibliotecas também têm que se adaptar a essas mudanças e portanto, temos que oferecer outros serviços, outras atividades para termos aqui público e para que o público também se sinta bem ao vir à Biblioteca”.

 

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