19.8 C
Vila Viçosa
Sexta-feira, Junho 14, 2024

Ouvir Rádio

Data:

Partilhar

Recomendamos

Évora: Casal romeno acusado por 13 crimes de tráfico e exploração de pessoas

Um casal de nacionalidade romena foi acusado pelo Ministério Público de Évora de 13 crimes de tráfico de pessoas e nove crimes de auxílio à emigração ilegal.

Um casal de nacionalidade romena foi acusado pelo Ministério Público de Évora de 13 crimes de tráfico de pessoas e nove crimes de auxílio à emigração ilegal. O casal lesou cidadãos estrangeiro, que os trouxe para trabalhos agrícolas, sendo posteriormente maltratados e explorados.

O casal tinha uma empresa com o nome de A Angy San, Lda., empresa que era controlada pelos arguidos.  Petrica Usurelu, 43 anos, e Ionela Usurelu, de 37, estão “acusados de recrutar e explorar em Portugal cidadãos de países do Leste da Europa, que encaminhavam para trabalhos agrícolas nos distritos de Beja e Évora”.

O casal controlava os trabalhadores ficando com os seus passaportes e obrigava-os a viver em condições degradantes, e ainda ficava com o dinheiro do salário dos trabalhadores.

Segundo o jornal impala, viviam mais de 12 trabalhores por casa. Os trabalhadores eram obrigados a laborar durante 13 horas, com curtas pausas e com pouco para comer, alojados em casas de tipo T2 e T3, dormindo em cada uma mais de uma dúzia de pessoas. Na maior parte dos casos, as habitações não tinham luz nem água corrente.

 

Todo o processo começou com uma queixa apresentada na GNR de Odemira, em 11 de dezembro de 2018, por um cidadão búlgaro contra Petrica.

O processo, titulado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), foi investigado por inspetores da diretoria do sul da Polícia Judiciária (PJ).

O casal terá obtido, de forma ilícita, proveitos na ordem dos 15 mil euros. O DIAP pede que, em sede de julgamento, o casal e a empresa sejam alvo de declaração de perda do mesmo valor e de bens a favor do Estado e que os trabalhadores explorados sejam ressarcidos economicamente dos prejuízos. O casal vai ser julgado no Tribunal de Beja em setembro, arriscando uma pena de prisão superior a cinco anos.

Populares