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Portugal com 48% do território em seca extrema!

O Ministro do Ambiente e Ação Climática, Duarte Cordeiro, anunciou hoje que Portugal registou uma notável melhoria nas condições de seca em relação ao ano anterior. Atualmente, 48% do território encontra-se em situação de seca severa a extrema, em comparação com os alarmantes 100% registrados no mesmo período do ano passado.

A região mais afetada é o sul do país, como afirmou o ministro após uma reunião da Comissão Permanente de Prevenção, Monitorização e Acompanhamento dos Efeitos da Seca. Embora as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) indiquem alguma precipitação nas próximas semanas, o ministro esclareceu que isso apenas “ajudará o país” e não será suficiente para reverter a situação de seca.

Particularmente vulneráveis são o litoral alentejano e a região do Algarve, especialmente o barlavento, que enfrentam as condições mais críticas e de “maior stress” em relação à seca, de acordo com Duarte Cordeiro.

Olhando para o futuro, o IPMA prevê temperaturas “acima do normal” no próximo outono, embora também exista uma probabilidade de 40% a 50% de precipitação acima do normal.

As albufeiras monitoradas pela Agência Portuguesa do Ambiente estão atualmente com 72% de capacidade, em comparação com os 58% de agosto do ano passado e 57% de outubro, no início do ano hidrológico. Duarte Cordeiro destacou que “estamos numa situação melhor do que estávamos no ano passado, mas mais uma vez a situação é muito assimétrica no país”.

O ministro enfatizou os esforços para mitigar os efeitos da seca, que resultaram numa redução de 14% no consumo de água para uso agrícola no sotavento algarvio. Além disso, houve uma ampliação do uso de água reciclada em campos de golfe na região.

Embora tenha havido uma redução significativa no consumo de água, principalmente no setor agrícola, o ministro expressou a necessidade de sensibilização para reduzir o consumo urbano. “Há muito trabalho a fazer no setor urbano”, afirmou Duarte Cordeiro, pedindo aos consumidores que moderassem o consumo em serviços, hotelaria e no geral.

No âmbito da fiscalização, foi intensificada a monitorização dos aquíferos, resultando em ações de contraordenação e notificações para regularização administrativa. O ministro anunciou ainda a fiscalização de um novo aquífero no Algarve (Querença – Silves), incluindo a supervisão das captações e a fiscalização do uso indevido de furos.

Para a barragem de Odelouca, no barlavento algarvio, será alocado um investimento de cinco milhões de euros do Fundo Ambiental. Esse investimento, que deverá ser concretizado no prazo de um ano, visa reforçar a capacidade da infraestrutura em 25 hectómetros cúbicos.

 

 

 

Fonte: Diário de Notícias

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