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Sábado, Julho 20, 2024

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“Quem herda 900 anos de história não pode esquecer o significado da palavra Pátria”, Presidente Fundação Batalha de Aljubarrota.

O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, presidiu, esta segunda-feira, 17 de junho, à cerimónia evocativa da Batalha de Montes Claros, realizada junto ao Padrão de Montes Claros, em Borba. Durante o evento, foi descerrada uma placa alusiva à inauguração do Terreiro Interpretativo da Batalha de Montes Claros.

A Rádio Campanário esteve presente e registou os discursos, incluindo o do presidente da Fundação Batalha de Aljubarrota, Dr. António Manuel Palma Ramalho.

No seu discurso, Dr. António Manuel Palma Ramalho destacou a importância da Fundação na valorização histórica dos campos de batalha onde se moldou Portugal. Explicou que a Fundação, sediada no campo de São Jorge, tem a missão de promover as batalhas da independência, incluindo Atoleiros, Trancoso e Aljubarrota. Sublinhou a criação de centros de interpretação modernos para divulgar o contexto dessas batalhas às novas gerações.

O presidente referiu que a Fundação se orgulha de um serviço educativo que, anualmente, envolve cerca de 30 mil jovens, permitindo-lhes vivenciar a história na prática. Destacou que a independência de 1385 e os eventos subsequentes não teriam o mesmo significado sem a restauração da independência de Portugal. Mencionou ainda os esforços para classificar como Monumento Nacional o Campo de Batalha de Montes Claros em 2012, as Linhas de Elvas em 2013 e o Ameixial em 2011, agradecendo ao seu antecessor, Alexandre Patrício Gouveia, pelos contributos significativos.

Salientou ainda a necessidade de sensibilizar as gerações futuras, portuguesas ou estrangeiras, para a importância da história de Portugal, tarefa que a Fundação se compromete a cumprir. Destacou os valores de audácia, convicção e resiliência que animaram as batalhas históricas e que continuam a ser relevantes hoje.

O presidente da Fundação sublinhou a importância da inauguração do centro de interpretação em Montes Claros, que visa tornar a comemoração da Batalha de Montes Claros um símbolo vivo da história portuguesa. Afirmou que a identidade portuguesa é um destino coletivo que distingue os portugueses a nível mundial.

A cerimónia foi um momento significativo para Borba, reforçando a ligação da comunidade à sua história e identidade nacional.

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