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Segunda-feira, Abril 15, 2024

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 “Se a população não tiver as valências que têm as grandes cidades, acabam por deixar o Alentejo” diz Prof. Tirapico Nunes Presidente da CCAM (c/som/imagens)

Após a expansão até ao concelho de Sousel, o mais recente aderente ao Alentejo Central desde 2020, a Rádio Campanário falou com Tirapico Nunes – Presidente da Caixa de Crédito Agrícola do Alentejo Central – que esteve presente na reinauguração do espaço físico em Sousel. Para usufruto de todos os Souselenses, com novas condições, ao que Tirapico Nunes concordou que para além do edifício que foi recuperado e com um “ar mais moderno”, os equipamentos que também foram atualizados. Estas novas condições incluem um novo Balcão 24 horas onde é possível as pessoas realizarem, mesmo quando o balcão está fechado, os seus depósitos bem como levantamentos e todas as outras operações, ou seja, trata-se de um local que estará aberto as 24 horas por dia.

Tirapico Nunes destaca a abertura desta valência que permite a toda a população, sobretudo aos comerciantes, após o encerramento poderão realizar os seus depósitos com maior facilidade.

Quando questionado sobre os balcões no interior do Alentejo estarem para fechar e não para abrir, Tirapico Nunes afirma que se a população não tiver as valências que têm as grandes cidades acabam por deixar o Alentejo, portanto têm que dar às pessoas estas oportunidades e cita “as pessoas podem fazer todas as transações aqui para o mundo inteiro.”; destacando ainda as pessoas que “fogem” das cidades para o interior e os Nómadas Digitais que procuram esta zona “apetecível” uma vez que hoje em dia se pode trabalhar a partir de qualquer sítio, empreender no Alentejo para receber essas pessoas é sempre uma ótima opção para que haja novos residentes que procuram uma nova qualidade de vida, cita “se encontrarem aquilo a que estão habituados, melhor. Porque se tirarmos tudo o que temos haverá mais desertificação.”.

Tirapico Nunes defende que tem que haver uma simbiose entre o Alentejo e o CCA no que toca ao desenvolvimento da região, ou seja, quanto mais o Alentejo se desenvolver, melhor para o CCA e vice-versa. Alega ainda que há cada vez mais jovens a aderir ao Crédito Agrícola e além destes, investidores Espanhóis localizados perto da fronteira aderem igualmente a este banco.

Sem deixar passar o tema da inflação, Tirapico Nunes  considera que até ao final do ano o País pode melhorar, mas prevê que nada voltará ao que era antes no que toca a taxas de juros negativas.

 

 

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