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“Somos a primeira região a assinar com as CIM’s um compromisso da sustentabilidade do PR 2023” diz Tiago Teotónio Pereira (c/som)

Decorreu hoje, dia 17 de março, no Auditório da EDP, 5.ª Assembleia Participativa no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A Rádio Campanário esteve presente e falou com Tiago Teotónio Pereira, representante da CCDR Alentejo sobre as expectativas desta conferência: “Esperamos, acima de tudo, que possamos ouvir os parceiros do Alentejo em torno de um Objetivo de Desenvolvimento Sustentável ligado às energias renováveis e acessíveis. Escolhemos o Alqueva porque, se calhar, é o nosso expoente máximo e o nosso melhor exemplo daquilo que é um projeto que foi transformador para toda uma região, não só pela reserva de água que tem mas, pela componente energética e, aquilo que percebemos é que, precisamos ainda de trilhar um longo caminho para termos mais energias renováveis e mais acessibilidade às mesmas. Nós percebemos que hoje temos uma grande pressão sobre o preço da energia, e isso condiciona muito o nosso desenvolvimento, e vamos já estar a visitar dois bons projetos, um da EDP e outro da EDIA que representam um avanço significativo”, começou por dizer o representante da CCDR Alentejo.

“Aquilo que fizemos também foi, acrescentar valor a esta cerimónia, porque vamos ser a primeira região, a assinar com as CIM’s, um compromisso de conseguir ir monitorizando os objetivos de desenvolvimento sustentável ao longo do próximo programa. Este é também uma espécie de um arranque informal daquilo que é um compromisso da sustentabilidade do próximo Programa Regional 2023”, acrescentou.

Questionado sobre as fragilidades deste projeto, Tiago Pereira referiu que “não fugimos dos problemas e sabemos que a questão do ordenamento deste território tem que ser muito cuidada, isto é, precisamos ter disponibilidade de água e muita disponibilidade de energia para que possamos ter culturas que sejam menos exigentes do ponto de vista do consumo de água e, tem se debatido muito o tema do preço da água, mas o preço da água está, em muito, condicionado pelo preço da própria energia e, por isso é que, neste ciclo de procura pela sustentabilidade, nós podemos ter menos monocultura e culturas mais sustentáveis e a energia é fundamental, por isso é que estamos aqui a debater com todos os nossos parceiros”.

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