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Quarta-feira, Maio 29, 2024

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Vila Viçosa: Iluminação de Natal “é da minha competência” e não foi dado seguimento por “um conjunto de circunstâncias que nós não conseguimos dominar bem”, justifica Manuel Condenado (c/som)

Para esta quadra natalícia, Vila Viçosa vai celebrar o Natal sem a tradicional iluminação que dá brilho à Praça da República e às ruas de maior comércio nesta época, confirmou o presidente do município à Rádio Campanário no passado domingo, 10 de Dezembro.

Em declarações à Rádio Campanário, o presidente do município de Vila Viçosa aponta a “um atraso em função das eleições [autárquicas] ” e à “necessidade de esperar por Reunião de Câmara para aguardar a decisão” orçamental para a falta de iluminação de Natal na vila.

Manuel Condenado refere que o Executivo “tratou de todo o procedimento”, acrescentando que era intenção “iluminar toda a Praça e as ruas onde há mais comércio”.

No entanto, “em resultado das eleições eleitorais e do período que tivemos em gestão só dos atos correntes, não foi possível iniciar o procedimento na altura em que fizemos o ano passado”, ao qual acresceu a necessidade de “levar alguns assuntos a Reunião de Câmara em função da não competência de efetuar alterações orçamentais”, que o presidente tinha anteriormente, o que na sua opinião, “não foi por ai que a situação” não teve andamento.

A empresa “apresentou orçamento e a proposta” quando requisitada pelo município e foram escolhidos os motivos de decoração da vila, tendo o processo estagnado quando não foi apresentada proposta para formalizar o procedimento, algo que deixou o autarca de Vila Viçosa “surpreendido pela empresa se ter desinteressado e não apresentar proposta”, esclarecendo apenas que “é uma empresa do Norte”, quando questionado, e que no ano anterior esteve responsável pela iluminação de Natal da vila calipolense.

Questionado pela RC se não houve outras propostas para a iluminação de Natal, Manuel Condenado refere que “eventualmente haveria”, sustentando que para dar seguimento às mesmas seria necessário “lançar novamente um novo procedimento”, o que “iria atirar para um período muito tardio”, algo que, “tendo em conta o custo que ronda à volta de 20 mil euros, considerámos que já não valeria a pena para um período muito reduzido”.

Questionado sobre quem detém a competência de colocar a iluminação festiva, Manuel Condenado confirma é da competência do presidente, justificando que não foi dado seguimento porque “houve necessidade de reforçar a verba em termos orçamentais”, levando a que a autarquia tivesse que “esperar pela decisão da Reunião de Câmara” para ser aprovado, esclareceu o autarca.

“Foi tudo um conjunto de circunstâncias que nós não conseguimos dominar bem”, acrescentou o autarca, “e o facto de a empresa se ter desinteressado, eventualmente por que teria outros compromissos com outros municípios, e ser um pouco tardio, ficámos de perna partida”.

 Recorde-se que face aos resultados eleitorais, em que saiu vencedora a CDU com maioria relativa, foi aprovado que as reuniões de Câmara passem a ser públicas e semanais.

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