10.9 C
Vila Viçosa
Domingo, Abril 14, 2024

Ouvir Rádio

Data:

Partilhar

Recomendamos

A greve dos trabalhadores das administrações portuárias, a reativação dos 19 tribunais extintos em 2014 e a acusação de Passos Coelho ao Governo por este recuar nos cortes dos contratos de associação, no comentário semanal de João Oliveira (c/som)

O Deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, dia 25 de maio, falou sobre a greve dos trabalhadores das administrações portuárias, e em que a esquerda está a aumentar a pressão sobre o Governo, com Bloco de Esquerda e PCP do lado dos estivadores, da reativação dos 19 tribunais extintos em 2014 e a acusação de Pedro Passos Coelho ao Governo por este recuar nos cortes dos contratos de associação, depois de ter publicado a lista com os colégios que perdiam o apoio.

João Oliveira começou por comentar a greve dos estivadores, expressando que o que está na base do problema é “uma empresa paralela de contratação temporária de trabalhadores, que para poderem, com esses trabalhadores temporários, em alguns casos ao dia, fazerem o trabalho que têm para fazer todos os dias, e aquilo que aconteceu, foi que os estivadores, os trabalhadores dessas empresas, estão a procurar resolver não só o seu problema, mas o problema dos seus colegas que trabalham em situações precárias (…)”.

Sobre a reativação dos 19 tribunais extintos em 2014 e a alteração das competências dos tribunais de família e menores, de forma a “corrigir os défices de proximidade”, o Deputado refere, “se nós tivermos os serviços, mais cedo ou mais tarde, acabamos por perceber que eles permitem trazer novas pessoas. É preciso é que nós tenhamos os serviços e termos tempo para confirmar que isso acontece”.

Relativamente à acusação de Pedro Passos Coelho ao Governo por ter recuado nos cortes dos contratos de associação, depois de ter publicado a lista com os colégios que perdiam apoio, João Oliveira afirma que “é um recuo estratégico, ou um recuo tático do PSD. O PSD sabia que o que estava em causa não era um corte total dos contratos de associação. O PSD sabia que os partidos que constituem a maioria na Assembleia da República, já tinham dito que aquilo que ia acontecer, não era deixar de haver contratos de associação, porque há sítios onde não há escola pública e tem que haver contratos de associação, para que as crianças desses sítios possam ter acesso à educação (…)”.

    

Populares