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Conferência em Beja analisa influência das elites no desenvolvimento do Alentejo (1850-1960)

Beja, 26 de junho de 2024 — O Núcleo Museológico da Rua do Sembrano, em Beja, será palco amanhã, 27 de junho, às 21h30, de uma conferência intitulada “Elites e Desenvolvimento Regional no Alentejo (1850-1960)”. Esta palestra faz parte do ciclo “Terras e Paisagens no Sul” e será ministrada pelo Prof. Paulo E. Guimarães.

A conferência centrará a sua análise num período de um século marcado por três regimes económicos e políticos distintos, durante os quais a região transtagana experimentou um significativo crescimento. Este desenvolvimento foi sustentado pela grande exploração agrícola alentejana, que se destacou pela sua escala e diversificação produtiva, adaptando-se estrategicamente aos diferentes mercados.

No decorrer deste século, as elites locais não só investiram na agricultura, mas também expandiram os seus interesses para as minas, a banca regional, os seguros, e as atividades industriais e comerciais. No entanto, este crescimento económico não se refletiu de forma equitativa no plano social.

O período analisado foi também caracterizado pelo agravamento das condições de vida do proletariado agrícola e urbano, sem um correspondente crescimento das classes médias urbanas. Esta situação perpetuou elevados níveis de analfabetismo, baixa qualificação industrial e fragilidade do tecido urbano.

A partir dos anos 1950, as soluções impostas pelo regime autoritário revelaram-se inadequadas para resolver os problemas sociais preexistentes, impedindo a região de enfrentar os novos desafios da ordem internacional.

Durante a conferência, o Prof. Paulo E. Guimarães irá identificar os principais atores económicos deste processo histórico e explorar a estruturação do tecido industrial da região. A análise promete proporcionar uma compreensão aprofundada do impacto das elites no desenvolvimento do Alentejo.

O ciclo de conferências “Terras e Paisagens no Sul” é organizado pela EDIA, em parceria com a CCDR Alentejo e a Câmara Municipal de Beja, com o apoio da Associação para a Defesa do Património Cultural da Região de Beja e da Universidade Sénior.

Esta iniciativa representa uma oportunidade única para o público compreender melhor a história económica e social do Alentejo, destacando a importância das elites no seu desenvolvimento ao longo de um século.

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