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COVID-19: Os 19 novos casos no concelho de Moura são de comunidade cigana com 150 pessoas

Foto: Município de Moura

Como a RC noticiou na tarde de hoje, o Serviço Municipal de Protecção Civil de Moura divulgou que os testes realizados aos moradores no bairro Espadanal revelaram resultados positivos para COVID-19 em 17 crianças e jovens e dois adultos.

O Jornal Público avança agora que esses resultados no bairro do Espadanal são referentes a uma comunidade cigana com cerca de 150 pessoas que aí reside.

A restante comunidade também foi testada e aguardam ainda os resultados das colheitas realizadas para despiste da COVID-19.

Ao que a mesma fonte conseguiu apurar, as pessoas infetadas terão estado em contacto com o primeiro indivíduo a quem foi detetada a COVID-19 e que se encontra internado no Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja. Trata-se de um adulto com 80 anos de idade e que está dependente de um tratamento de hemodiálise que efetua nesse mesmo hospital.

Prudêncio Canhoto, presidente da Associação de Mediadores Ciganos de Portugal (AMEC) descreveu ao Público “o ambiente de pânico” que se vive no bairro do Espadanal em Moura, onde tem uma filha a residir e um neto de 4 anos que “também deu positivo” no teste que lhe foi efetuado.

“A minha mulher está desesperada porque nós não podemos deslocar-nos a Moura”, mas das informações que lhe chegam “o desespero está a tomar conta das pessoas” que estão retidas no bairro, onde “não pode sair nem entrar ninguém” a não ser pessoal dos serviços de saúde ou para a prestação de apoio alimentar.

Uma equipa móvel da Unidade de Saúde Pública do distrito de Beja esteve no bairro do Espadanal nos últimos dois dias para a realização dos testes a crianças e adultos que tiveram contacto com o primeiro doente. Os resultados poderão ser conhecidos nas próximas horas.

O presidente da AMEC alerta ainda para as consequências resultantes de um possível foco de COVID-19 que possa ocorrer no Bairro das Pedreiras, em Beja, onde vive a maior comunidade cigana em Portugal, cerca de 800 pessoas. Prudêncio Canhoto pergunta se “as autoridades só vão atuar no bairro após o surgimento de um primeiro infetado?” E avisa que a circulação de pessoas está longe de estar controlada e o aparecimento de um foco de COVID-19 em Moura deverá colocar em alerta as autoridades de saúde pública e os autarcas. Também no Bairro das Pedreiras o receio de contágio está a deixar os moradores assustados.

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