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Segunda-feira, Julho 22, 2024

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“Temos de encontrar uma forma de ser igreja, em que aquilo que é essencial à dinâmica da fé sobressaia”, diz padre Francisco Couto em Vila Viçosa (c/som)

As igrejas de Vila Viçosa têm sido palco de vários jovens provenientes de diferentes países que se juntaram nas pré-jornadas mundiais da juventude. O Padre Francisco Couto, responsável pelas celebrações na região, faz um balanço das atividades até o momento.

“Desde o dia 24, temos aqui jovens de várias partes do mundo”, afirma o Padre Francisco Couto. “Vieram os Mexicanos, os Monegascos e, no dia 29, recebemos os jovens de França, particularmente de Paris. Este banho de fé tem sido uma experiência árdua, mas profundamente gratificante. A dinâmica da fé e o testemunho de vida desses jovens têm impactado profundamente todos com quem têm convivido”.

Durante os Dias na Diocese, os jovens têm sido acolhidos nas casas da comunidade local, proporcionando um intercâmbio de experiências e testemunhos inspiradores. O Padre Couto descreve o sentimento após a partida dos jovens, “tem sido um banho de lágrimas desde que eles se foram embora, e tem sido um testemunho brutal da intensidade da fé e da vida de cada comunidade de onde vêm”.

Os jovens que participam nas pré-jornadas têm demonstrado um profundo silêncio e respeito. Vêm para abraçar a Cristo e falar uma única linguagem, a linguagem do amor, “é um testemunho de fé genuína”, afirma o Padre Couto. “Eles não vieram apenas para encontrar o Papa ou passear num país estrangeiro, mas para compartilhar a sua fé com outros jovens de diferentes nacionalidades, testemunhando o que acreditam”.

Sobre as expectativas para o futuro da Igreja após a JMJ, o Padre Couto espera que as palavras do Papa Francisco se concretizem, “o Papa pediu uma transformação radical no rosto e na forma de estar da Igreja, e eu espero que isso aconteça. A mudança deve ser interior, um coração transformado é essencial”.

O Arcebispo da Diocese de Évora também expressou a sua visão sobre o futuro da Igreja. O Padre Couto relata que “a igreja institucional tem que voltar ao encontro do povo cristão, sujar-se, ser um hospital de campanha, ser o pastor que carrega a ovelha nas costas. A época da cristandade acabou, e é preciso encontrar uma nova forma de ser igreja”.

Questionado sobre a reflexão que o clero deve fazer após estas jornadas, o Padre Couto enfatiza que essa reflexão é fundamental para a renovação da Igreja, “o clero tem de fazer essa reflexão, mas não pode fazer sozinho”, afirma. “A sinodalidade, abordada pelo Papa há dois anos, é o caminho a seguir. É uma reflexão contínua sobre nossa capacidade de participar e ter uma voz ativa e comprometida na comunidade”.

Com o encerramento das pré-jornadas em Vila Viçosa, os jovens preparam-se para seguir para Lisboa, onde a jornada continuará com um banho de fé marcante e transformador para todos os participantes, deixando um legado de esperança e renovação para a Igreja Católica.

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