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Portalegre: Softinsa pretende contratar 300 trabalhadores e abrir um novo centro de inovação

A tecnológica Softinsa pretende contratar 300 profissionais até ao final do ano, atingindo os 1.000 colaboradores em Portugal, e abrir mais um centro de inovação, disse hoje à Lusa o diretor-geral, Henrique Mourisca.

Do total de contratações previstas, a empresa tem disponível 100 postos de trabalho para refugiados da Ucrânia, disse o responsável, adiantando que esta disponibilidade foi já manifestada ao Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

A Softinsa, que é uma subsidiária do grupo IBM, pretende contratar 300 profissionais de tecnologias de informação até final do ano, admitindo que a contratação de colaboradores nesta área “é difícil”.

Mas “a ambição é algo que está no nosso DNA, portanto, faz parte da nossa cultura”, sublinhou Henrique Mourisca.

Desde 2013 “começámos a criar centros no interior do país”, apontou, acrescentando que naquele ano abriu um centro de inovação em Tomar, em 2016 em Viseu, em 2019 no Fundão e em 2020 em Portalegre.

“Apesar de ser difícil, achamos que trabalhando com instituições do ensino superior, mantendo uma boa relação, disponibilizando a nossa organização para formar estes futuros profissionais, fazendo as coisas certas, acredito que conseguimos lá chegar”, afirmou.

Além disso, a tecnológica vai “abrir mais outro centro de inovação este ano”, mas cidade “ainda não” está escolhida, mas será fora de Lisboa, indicou. O novo centro de inovação deverá será ser anunciado em setembro.

“A lógica destes centros que nós criamos é fora de Lisboa e do Porto, das grandes cidades, onde mantemos sempre uma relação muito próxima com uma instituição do ensino superior. Achamos que temos de estar aí, não basta depois queixarmo-nos que não há alunos, temos que ajudar a instituição do ensino superior a formar esses alunos e a formar em áreas onde depois exista emprego”, porque o mercado tem apetência, salientou.

Relativamente aos 300 profissionais em TI que pretende contratar, Henrique Mourisca disse que não são apenas para o novo centro de inovação: “Vamos continuar a investir nos centros de inovação que criámos e vamos também continuar a contratar nos nossos escritórios em Lisboa”.

“Estes centros estão integrados na nossa oferta. Tipicamente temos ofertas especializadas em cada um dos centros, mas depois temos uma gestão transversal a toda a organização independentemente da localização física”, disse, salientando que a pandemia de covid-19 veio a provar que o modelo funcionava e que não é preciso estarem todos no mesmo sítio para pôr as equipas a trabalhar em conjunto, sublinhou.

Os centros de inovação “trabalham para os nossos clientes em Portugal e em colaboração com as outras IBM, tipicamente as que estão situadas na na Europa, mas há casos também que são fora da Europa”, contou.

A Softinsa faz projetos de transformação dos seus clientes, mantendo esses projetos “ao longo dos anos”.

Ou seja, “não basta dotar de empresas de uma determinada ferramenta ou solução, é necessário garantir que ela cumpre os seus propósitos ao longo do tempo e estas funções que implementamos tem por foco aumentar s produtividade, reduzir custos, também temos um conjunto de soluções que são interessantes para implementar a sustentabilidade das cidades e também temos soluções de segurança”, disse.

Aliás, na área de cibersegurança “temos tido vários contactos de vários clientes, já era um trabalho que fazíamos, mas agora nota-se uma maior apetência do nosso mercado para essa área”, afirmou.

Questionado sobre se há mais ciberataques em Portugal, Henrique Mourisca disse: “Não tenho nenhuma estatística, a minha perceção diz que há mais”.

Sobre o processo de digitalização em Portugal, o diretor-geral da Softinsa disse que “ainda falta muito por fazer”, o que é “bom”, uma vez que “traz oportunidades” para o setor.

Instado a dar um exemplo, apontou os serviços é que se realiza uma chamada para um serviço e em que é pedido que se digite a tecla um ou dois.

“Aqui há oportunidade de melhorar a qualidade do serviço, reduzir custos, otimizar estes processos”, apontou, salientando que a solução passa por “criar um ‘chatbot’ [‘software’ que põe a máquina a falar com o humano]” que atende a chamada e se entender o que a pessoa esta a dizer, automatiza o processo, se não conseguir interpretar passa ao operador.

“Temos experiência no mercado português em implementar soluções desta natureza”, reforçou.

A tecnológica não disponibiliza informação sobre o investimento em Portugal.

Quanto ao volume de negócios, em 2020 foi “acima dos 60 milhões de euros”, sendo que “grande parte deste valor” vem do negócio realizado em Portugal para clientes no país.

Sobre o impacto da crise energética, Henrique Mourisca disse que neste momento a tecnológica ainda não sentiu impacto.

Mas “é natural que venha a existir impacto, até porque há alguns setores da nossa economia que são nossos clientes que vão ser impactados pelo incremneto dos custos energéticos, não conseguimos ficar aqui de forma isolada”, considerou.

E o que é que a tecnologia pode fazer para debelar? “Toda esta questão sobre o consumo energético e o incremento de custo pode beneficiar de tecnologia, podemos consumir esta energia de forma mais inteligente e existir um correto mapeamento e sistemas de infromação que permitam, de alguma forma, gerirmos a energia que produzimos e garantirmos que ela é consumida no momento correto”, com modelos de otimização, argumentou.

“Considero que vai ser um dos desafios que vamos ter e nós temos soluções para isso e acredito que adoção não vai permitir reduzir o custo de energia, mas vai permitir utilizá-la de forma mais inteligente e a adoção cada vez mais de energias renováveis vai obrigar a adoção destes sistemas”, afirmou o diretor-geral.

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